
Hoje me deu uma nostalgia. Deu-me vontade de voltar no passado e viver os momentos mais felizes da minha vida, com as pessoas mais maravilhosas deste mundo.
Eu tenho tantas saudades de quando eu não tinha responsabilidade de ter que acordar cedo pra trabalhar, eu só estudava, e chegar da escola e tirar aquele “ronco” bonito!
Sinto falta de todas as tardes impregnadas com o aroma de café e do bolo de fubá que só minha amada avó sabe fazer.
Eu tenho saudades das minhas tardes na beira do mar, das conversas fiadas na rua, das “artes” que eu fazia no meu cabelo sem medo algum.
E que falta eu tenho das tardes dormidas na casa de minhas primas, ou então quando cismávamos de querer inventar algo na cozinha, ou uma música, ou a chapinha no cabelo, ou os pelos da sobrancelha (ai, ai, ai... rsrsrs).
Saudades das tardes frias em que ficava embaixo do edredom comendo as coisas maravilhosas que minha vovó fazia pra mim.
Eu sinto falta da minha amada afilhada me acordando todos os dias com um beijo, e depois me levando até o portão pra que eu pegasse a condução pro colégio, e na despedida mais beijos.
Eu sinto falta das noites em que eu simplesmente perdia o sono e ficava lendo até a hora de ir pra escola, e quando eu chegava à mesma, não queria saber de nada. Dormia mesmo!
Eu e de todas as horas da do recreio e da saída, onde falávamos todas as besteiras possíveis e impossíveis.
As maiores saudades são da tranqüilidade, da despreocupação, das pessoas maravilhosas que eu conheci...
Enfim... São tantas coisas.
Eu queria só por um dia poder reviver isso, essa irresponsabilidade, esse cheiro que exala toda a minha adolescência irresponsável, que me faz lembrar de todos os meus planos, das tardes no microscópio e das noites no telescópio, dos milhares de livros que eu tinha tempo o suficiente pra ler...
É eu sinto falta da irresponsabilidade. Mas foi com a falta da mesma q eu eu criei o seu oposto. E hoje sou um adulto, meio chato, meio cansado pra certas coisas às vezes, meio sem saco pra aturar palhaçadas, sei lá. Às vezes eu me sinto tão velho, quando apenas tenho 18 anos de idade.
Mas, acho que quando vamos criando responsabilidades (mesmo que forçadamente), ficamos meio chatos. Ou sei lá, tentamos buscar longe algo que está a centímetros de nós.
Eu não sei, mas... Ah... Na verdade eu tenho certeza que não sei de nada.
A única coisa que eu tenho certeza é que tudo o que eu vivi até hoje, é o que me tornou o que sou hoje. As minhas atitudes, meus gestos, meu modo de agir e de ser, são reflexos de meu passado que relembro com algumas lágrimas nos olhos.
Sei que não posso voltar no tempo e ser como era antes. Mas tenho certeza de que todas essas pessoas que eu amo estarão sempre ao meu lado e que eu sempre poderei contar com todas elas.
E a maior influência de toda essa minha vida, deve-se primeiramente a Deus e depois a minha querida Mãe (Angela), não tenho palavras pra descrever o que ela significa pra mim. Sei que causo muita dor de cabeça pra ela, que a deixo sem dormir algumas noites, que a preocupo quando estou deprimido ou com minhas crises alérgicas (onde eu não durmo, nem ela).
Eu não sei, eu não tenho palavras pra descrever esse sentimento.
É muito forte, é um amor que não tem fim, é algo que me escapa as mãos calcular a grandeza.
Mãe, obrigado por você existir e tornar a minha vida mais completa.
Não agradeço só a minha mãe, agradeço a toda a minha família que eu amo demais e a todos os meus amigos que fiz ao longo dessa jornada que está apenas começando.
Sem mais delongas.
Tudo isso é apenas um fim de um começo que está muito longe de acabar, assim eu espero.
Paz, bem e luz!