segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O vôo da Fênix


Cresci numa cidade pequena, e quando a chuva ia cair, eu ficava na minha janela, sonhando em como seria...E se eu terminasse feliz? Um agradecimento.

Na busca em alcançar, acertar, sentia como se ninguém pudesse me ouvir. Era eu, parte daqui? O que me inquietava?

Senti minhas asas se abrindo, podia quase tocar o céu. Fora da escuridão em direção ao sol.

Passou a chuva, triste foi saber que todos que eu amava ainda viviam na terra e podiam crer que eu corria perigo. Mas eu não esquecerei todos que eu amo.

Fiz minha escolha, aproveitei a chance, arrisquei-me. Joguei tudo pro alto, não por não amar, mas por crer que meu caminho é único, e isso é por si só a razão da liberdade.

Posso sentir a brisa quente, dormir debaixo de uma palmeira, sentir o agito do oceano, embarcar num trem veloz, viajar num avião a jato.
Prédios com centenas de andares, rodando em portas giratórias, talvez eu não saiba aonde elas irão me levar, apenas continuar. O futuro é aqui.
Não preciso dizer adeus. Arrisco para não errar, levo o amor comigo.

Eu, o mundo e nada mais.